Estão expostas na tua Biblioteca as primeiras histórias trazidas pela «Mala das Histórias». Foram construídas pelos alunos e seus familiares, após fazerem a leitura partilhada dos livros que as malas levavam consigo.
Também podes apreciar alguns trabalhos feitos por algumas turmas, a partir da Leitura Orientada das obras propostas pelo Plano Nacional de Leitura: «Contos para Rir», «A Cidade dos Cães e outras Histórias», «O Capuchinho Cinzento» ou «Sonhos de Natal».
segunda-feira, 4 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
As Histórias da Mala do 1º ano: uma Mariluz Vaidosa
Na «Mala das Histórias 1», destinada ao 1º ano, viajou o livro «Mariluz Avestruz», de Rachel Chaundler, com ilustrações de Bernardo Carvalho, e dois objetos: um colar de pedras roxas e uma caneta.
Eis as três histórias e as belas ilustrações que a Cláudia e a Matilde, do 1º A e o Daniel do 1ºC criaram em conjunto com os seus familiares,a partir da leitura partilhada do livro :
Passeou…..passeou…..e tornou a passear…..não
houve recanto onde não passasse. Todos os animais da savana tiveram
oportunidade de ver o seu belíssimo colar.
Querida amiga Mariluz!
Ao que parece deste bom uso às tuas penas, fizeste com elas uma almofada que, pelo que me contaram, é a almofada mais fofinha da savana e agora não a dispensas por nada, dormes todas as noites com a cabeça em cima dela. Que grande ideia tu tiveste!
Um final diferente
Mariluz Avestruz
Mariluz Avestruz vive na savana africana.
Mariluz tem uma cauda magnífica; sente muito
orgulho nela e passeia-se todo o dia a abanar o seu leque de penas.
Durante a noite, para não amarrotar as
penas, dorme com a cabeça enterrada na areia e a cauda no ar.
A mãe acha que ela é vaidosa e diz-lhe:
Só uma avestruz
desmiolada dorme com a cabeça enterrada.
Mas Mariluz não faz caso nenhum.
A sua mãe andava muito preocupada, pois
receava que um dia a cabeça de Mariluz ficasse presa na areia.
Ela pensava…..pensava…..e tornava a
pensar…..mas da sua cabeça não saía nada!
Pegou num papel e numa caneta, passeou pela savana e perguntou aos antílopes e às zebras
que pastavam no mato, se tinham alguma ideia para a ajudar a convencer Mariluz
a não dormir mais com a cabeça enterrada.
Regressou a casa com uma folha cheia de
ideias, mas nenhuma lhe parecia suficientemente boa.
Ela pensou…..pensou…..e tornou a
pensar…..até que teve uma grande ideia.
Como Mariluz era muito vaidosa, talvez se
lhe desse algo de muito belo e precioso para colocar no pescoço, quem sabe,
Mariluz desistisse de enterrar a cabeça na areia.
Procurou…..procurou…..e tornou a
procurar…..até que encontrou um colar
de pedras roxas e muito brilhantes.
Era lindíssimo!!!
De imediato, chamou Mariluz que se pavoneava
pela savana e disse-lhe:
-
Toma, Mariluz, é para ti. Quero que o ponhas no pescoço mas não o percas, que é
muito valioso.
Mariluz nem queria acreditar, o colar era
mesmo muito bonito. Colocou-o no pescoço e foi passear pelo mato.
Ninguém ficou indiferente à sua beleza!
Cansada de se pavonear, decidiu ir dormir.
Só que, desta vez, fascinada pelo brilho do colar, foi incapaz de enterrar a
cabeça na areia, pois dessa maneira não o conseguiria ver.
Colar colorido, está o conto lido...
Cláudia
Filipa Almeida Silva , 1ºA
Paula
Silva (mãe)
A carta para Mariluz
Sátão, 29-01-2013
Querida amiga Mariluz!
Assim que soube do grande susto que apanhaste, resolvi pegar na minha caneta preferida, aquela que me ofereceste no meu aniversário e escrever-te esta carta para te confortar.
Soube que te meteste numa grande confusão e tudo porque não querias estragar as tuas belas penas.
Eu bem te dizia que isso ainda te ia trazer problemas, mas tu como sempre não davas ouvidos a ninguém e para além disso querias muito impressionar o avestruz Daniel e olha no que deu, ficaste com a cabeça enterrada.
Querias ter a tua cauda tão bem arranjadinha que acabaste com todos os nossos amigos agarrados a ela. Acabaste depenada, coitada! Mas deixa lá, não fiques triste, elas crescem outra vez.
Amiga, com esta trapalhada toda, espero que tenhas entendido que nós gostamos de ti porque tu és amiga e muito divertida e não pela bela aparência que tens.
Para te confortar e para que te sintas bonita, porque sei que continuas vaidosa, envio-te um lindo colar roxo que eu fiz especialmente para ti e assim, cada vez que o usares, vais-te lembrar desta tua grande amiga,
Maripaz.
Um beijinho muito grande para ti e para todos os nossos amigos, estou cheia de saudades de todos. Até às próximas férias!
Trabalho realizado pelo aluno e sua mãe: Daniel Correia Santiago (1ºC) e Carla Alexandra Almeida Correia
Mariluz estava contente por ver
outra vez a luz do dia, mas por outro lado, tinha perdido as suas belas penas e
isso… deixava-a triste!
MARILUZ AVESTRUZ – UM
FINAL DIFERENTE
Num repente, correu para junto dos
pais e num tom meigo disse-lhes: “ Desculpa, papá… desculpa, mamã…”
reconhecendo o seu erro.
Os pais, vendo que Mariluz estava
triste, decidiram dar-lhe um presente: era um
colar de pedras violetas que reluzia com a luz do sol!
Mariluz não cabia em si de contente
e gritava: ”Obrigada, obrigada…é lindo!”
E foi logo a correr para junto das amigas para partilhar com elas esta alegria.
Naquela noite, quando chegou a casa, Mariluz decidiu contar no seu diário esta aventura. Pegou na sua caneta prateada e começou a escrever sobre a lição que aprendera neste dia e no final exclamou: “Nunca mais desobedeço aos adultos, até fiquei com a cabeça a andar à roda!”
E foi logo a correr para junto das amigas para partilhar com elas esta alegria.
Naquela noite, quando chegou a casa, Mariluz decidiu contar no seu diário esta aventura. Pegou na sua caneta prateada e começou a escrever sobre a lição que aprendera neste dia e no final exclamou: “Nunca mais desobedeço aos adultos, até fiquei com a cabeça a andar à roda!”
Matilde Esteves (1ºA) com
os pais, Magda e Tiago
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
As Histórias do 4º ano... com «O Burro de Buridan»

Na «Mala das Histórias 4», destinada ao 4ºano, viajou o livro «O Burro de Buridan», de Luísa Ducla Soares com ilustrações de Eunice Rosado, um mini-cesto e uma mola verde.
Lido o livro, aqui estão as quatro histórias e as ilustrações que o Alexandre do 4ºA, a Carolina do 4ºB, o Ricardo do 4º C e a Juliana do 4ºD construíram em conjunto com os seus familiares, com imaginação e inspiração de verdadeiros poetas!
Esperamos que esta atividade tenha dado tanto prazer aos leitores-escritores que aceitaram o desafio da Biblioteca Escolar, como a nós, que adorámos estas histórias! (A autora, Luísa Ducla Soares, também tem motivos para ficar orgulhosa da inspiração que o seu livro lhes despertou...).
Pela equipa da Biblioteca Escolar,
Isabel Carvalho
(professora bibliotecária)
O BURRO DESCONTENTE
(história nova, com algumas das personagens originais)
Numa aldeia da Beira Alta, em
tempos muito antigos, havia um lavrador que tinha um burro para transportar
todas as coisas que cultivava nas suas herdades ao longo do ano e ia vender à
cidade.
O burro não gostava nada dos
trabalhos que fazia.
Chegava a Primavera e o dono
carregava-o com cestos e cestos de flores, e lá ia ele para a cidade, todo mal
disposto, fazendo preces para que a Primavera acabasse depressa para não haver
mais flores e passar o resto do ano a pular na relva.
A Primavera acabou e começou o
Verão. Um Verão quente e seco.
E então o burro, em vez de carregar
flores, passava o dia inteirinho às voltas de uma nora, debaixo dum sol
ardente, a tirar água para o lavrador regar as plantas.
Aborrecido com a sorte, fazia novas
preces para que o Verão acabasse depressa e viesse o Outono para poder
descansar.
No Outono, o lavrador, senhor
Agostinho, pôs o burro a transportar para a cidade batatas e hortaliça, para
vender na praça. E o pobre do burro, dizendo ainda mais mal da sua sorte,
pensava: “- Ai este Outono que nunca mais acaba para começar o Inverno e eu
poder dormir descansadamente na minha corte!...”
Mas o Inverno chegou finalmente, e
com ele o frio e a chuva, e o Agostinho começou a levar para a cidade no seu
burrinho grandes molhos de lenha e carqueja para os senhores ricos comprarem e
se aquecerem.
E então, o burro descontente, cheio
de frio e molhado, começa a pensar: “- Quem cá dera a Primavera, pois não há
chuva nem sol ardente, e as flores pesam tão pouco e cheiram tão bem!...”
História
da autoria de:
Alexandre
Ferreira Figueiredo, 4ºA
António
Pais (Avô materno)
A história da Carolina, do 4ºB, veio neste livrinho. Apeteceu-nos logo abrir o fecho-lacinho!
As indecisões de Buridan
Era uma vez um
sábio chamado Buridan e o seu burro.
O sábio gostava
de andar de terra em terra e dar lições às gentes que encontrava.
Certo dia
chegaram a uma terra chamada “ Para lá das nuvens”. Chamava-se assim porque quem
lá vivia gostava de viver sem preocupações e sem indecisões. Até ter aparecido Buridan,
e mudar tudo.
Era um homem
muito sábio, mas também muito indeciso, que complicou toda a vida daquela
gente.
Para o
receberem deram-lhe dois cestos de
belas frutas, mas Buridan não conseguiu escolher de qual dos cestos iria comer.
Também lhe
deram dois belos pães acabados de cozer. Mas Buridan também não sabia qual
comer primeiro.
No meio de
tanta indecisão o pobre Buridan perdia as forças, com tanta fome.
Por ali passou
uma menina muito indecisa, tal como ele. Não conseguia decidir entre dois belos
vestidos cor-de-rosa, qual deles devia levar para a sua festa.
Entretanto
Buridan costumava dar o exemplo do seu burro para tentar ajudar as pessoas nas
suas indecisões e também para desviar as atenções dele próprio.
-Querem ver o
que acontece a quem é indeciso? O meu burro tem dois fardos de bela palha e não
consegue decidir qual comer. Estão a ver?!
Ora o pobre
burro só não comeu para não deixar o seu dono ficar mal visto.
O burro, que só
era burro de nome e estava farto das indecisões do seu dono, resolveu mudar de
vida.
- Antes burro
vivo que Doutor morto! - disse o animal, saltando dali como se tivesse molas
nas patas.
Saltou,
saltou….E mostrou a toda a gente o valor da liberdade, e que não há dinheiro
que a pague.
-Sem ela, como
podíamos tomar as nossas decisões? - disse o burro para toda a gente ouvir.
Depois
dirigiu-se ao cesto das frutas do seu dono e comeu até não ficar nada! Afinal o
burro era mais esperto do que nós pensávamos.
Avançou sem
medos e foi recompensado. Depois correu pelos montes para sentir o sabor da
liberdade. Nunca mais o burro teve uma indecisão, nunca mais pensou no que
fazer primeiro.
- Vou por aqui?
Ou será melhor por aqui? Afinal eu sou livre, posso ir por onde eu quiser e
depois logo se vê onde vou parar.
Enquanto isso
Buridan estava perdido sem o seu burro. Não sabia por onde começar a procurar.
Então pensava….
-Vou por aqui,
ou será melhor ir por ali?
Até que acabou
por adormecer exausto, ali ao relento.
Afinal o burro
indeciso só existia na imaginação de Buridan, o seu dono. Com tanta indecisão
Buridan acabou por perder o seu companheiro.
Uns dias mais
tarde, farto de procurar sem sucesso, acabou por encontrar outro burro para lhe
fazer companhia e o ajudar a ser mais indeciso do que ele já era.
Carolina Costa Fernandes (4ºB) e a mãe, Ana Paula Costa
História em Verso
Buridan era um filósofo
que passava a vida a pensar.
Andava de terra em terra
a dar lições e a ensinar.
Era dono de um burro
que não gostava de pensar,
mas fazia de tudo,
até um cesto carregar.
Na hospedaria entrou
e viu um jovem a chorar,
estava numa indecisão
sem saber que mulher amar.
De mola verde na mão
Coitado do burro!
Nele foi experimentar.
A esperta estalajadeira
uma partida lhe pregou
e um belo manjar
nessa noite lhe preparou!
Buridan sem solução,
teve que pagar a dobrar,
foi o custo da indecisão
e da mania de pensar.
ouviu a mulher a murmurar.
Quando viu o que o esperava
deixou logo de hesitar.
O burro desatou a galope
e ao pé do regato parou.
Era o seu dia de sorte!
O seu amor encontrou.
Buridan sem montada
um livro quis escrever,
mas nenhum burro com juízo
o irá querer ler!
Ricardo Duarte, do 4ºC
Com a ajuda do pai
O Burro de Buridan
(Continuação da
história)
Certo dia, o
burro andava a passear e viu uma burra quase igual a ele.
Quando ia passear,
levava sempre com ele um cesto e uma mola com o número dois, mas o
burro não sabia o que significava aquele número da mola.
Quando viu a
burra, apaixonou-se e depois foi-lhe perguntar como é que se chamava. Ela
respondeu:
- Eu chamo-me
Floribela e tu?
- Eu chamo-me
Buridan.
A burra
perguntou-lhe se gostava dela e o burro disse que sim. Então a burra apaixonou-se
e casaram-se os dois.
Então, a partir
desse dia, o burro já sabia o que significava a mola com o número dois , era
para se apaixonarem e se casarem, assim ficariam a ser um par.
O burro foi com a
burra para a praia e viveram felizes para sempre.
Juliana, 4ºD, com o irmão, Ângelo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
«Palavra de Rei Não Volta Atrás» n' A Mala das Histórias

«A Mala das Histórias 3» viajou pelas turmas do 3º ano e, com ela, foi o livro «Palavra de Rei Não Volta Atrás», de Elsa Pestana Magalhães, com ilustrações de Pedro Leitão. Também levava um pequeno baú brilhante e uma tesoura, para aguçar a imaginação dos leitores-escritores...
Nos regressos à escola, A Mala trouxe consigo as histórias da Mariana, do 3ºA, da Ana Rita, do 3ºB e da Maria João, do 3ºC.
O romance, a magia e a boa disposição andaram a passear com a Mala 3, com mais ou menos truques à mistura, e esperamos que com estas histórias as vossas colegas do 3º ano vos cativem a ler este livro. Vão ver que ... a curiosidade não vai matar o gato!!!
O Encontro da
Princesa
Era uma
vez uma princesa. Ela gostava muito do ar puro.
Um dia, a princesa foi dar um passeio ao campo e pelo caminho encontrou um
belo príncipe a cavalo e perguntou-lhe:
- O que fazes aqui e quem és tu?
- Eu sou o príncipe Daniel e tu quem és?
- Eu sou a princesa Sara, do palácio real.
Quando a princesa viu o príncipe, apaixonou-se logo por ele. Depois, a
princesa regressou ao palácio e o seu pai perguntou-lhe:
- Por onde andaste?
- Fui dar uma volta ao campo.
Então a princesa foi para o quarto escrever uma carta para o príncipe que
dizia:
«Queres-te encontrar comigo amanhã, no mesmo sítio de hoje? Daniel, quando
me encontrei contigo, fiquei apaixonada. Queres namorar comigo?»
Ao fim de escrever a carta, meteu-a numa caixa prateada com um laço dourado e entregou-lha.
Mais tarde, o príncipe leu a carta e aceitou o convite. E assim foi. Eles
encontraram-se e o príncipe pediu a princesa em casamento e, claro, ela
aceitou. Depois, a princesa apresentou o príncipe ao seu pai e ele disse:
- Tu nunca casarás com esse homem!
E o príncipe foi-se embora a chorar.
Quando ele saiu, a princesa gritou para o rei:
- Tu não me impedirás de casar com o príncipe e amanhã vou casar com ele.
No dia seguinte, a princesa subiu ao altar, com um belo vestido, para casar
com o príncipe.
Assim viveram felizes para sempre e até tiveram uma filha… chamada Mariana!
Mariana Carvalho Lopes (3º A) e a mãe, Mª de Lurdes
O Mágico
Sobrinho dos Truques é o nome de um mágico muito pouco experiente!
Certo dia, estava o mágico a arrumar o sótão do seu falecido tio, quando
viu um enorme baú. A princípio pouca
importância deu ao objeto, porém, ao fim de já estar tudo arrumado, voltou a
olhar para ele. Curioso para ver o que estava lá dentro, procurou uma ferramenta
para o abrir. Quando finalmente conseguiu, ficou surpreendido com o que viu e
exclamou:
- Tanto ouro! Mas… o que é isto?! Uma tesoura?!
Deu voltas e voltas à cabeça…
- Para que servirá esta tesoura? O que quereria o meu tio que eu
descobrisse?
Continuou a procurar no baú… lá bem no fundo encontrou um envelope. Com a
tesoura abriu-o e lá dentro viu um pequeno caderno com alguns truques e um
bilhete que dizia:
“Querido sobrinho, estão neste caderno todos os truques mágicos que
descobri ao longo destes anos. Guarda-o bem para o poderes consultar sempre que
precisares. Um abraço do teu tio, Mago dos Truques”.
Quando acabou de ler o bilhete ficou maravilhado. Tinha ali à sua frente, e
agora em seu poder, todos os truques de magia que o ajudariam na sua profissão
de mágico.
Correu para o seu quarto com o pequeno caderno e começou a lê-lo. Decidiu
que iria utilizar aqueles truques para realizar apenas o bem.
CARTA AOS NOIVOS
Meu querido primo dos Truques e minha
nova prima princesa, obrigada por me terem convidado para o casamento.
Não pude ir, por estar doente, espero
que a Tia dos Truques vos tenha dado o recado. Apanhei uma constipação. Não
parava de espirrar e a cada espirro, saía um truque, não tinha mesmo condições
de ir. Apanhei esta constipação porque a malvada da minha sogra agarrou numa tesoura e cortou-me o cabelo todo!
Estava tanto frio que eu fiquei doente.
Gostaram da prenda que eu vos mandei
pela Tia dos Truques?? Bem, não deu para comprar mais nada, com esta
constipação não consegui andar nas compras. Mandei fazer essas molduras no
carpinteiro aqui da esquina.
Já soube que casaram de truz, que ideia
mais original!
Convidaram o tio Mago? Apesar de tudo o
que aconteceu, têm de fazer as pazes. Ele tem de te perdoar, Sobrinho dos
Truques. Ele tem mau feitio, mas tu também te portaste mal, olha que a curiosidade matou o gato!!! E ia-te acontecendo o
mesmo. Tiveste sorte, tens de agradecer ao cavalo branco. Deves-lhe a tua vida.
Mas adiante, divertiram-se muito na
festa do casamento? A Tia dos Truques disse-me que tinham muitos convidados e
que a princesa ia linda. O vestido de noiva era deslumbrante, sim, que ela
mostrou-me algumas fotografias. O bolo parecia apetitoso! Ai que pena eu tenho
de não ter ido! Ai a minha malvada sogra!
Bem, com isto me despeço, desejando-vos
muitas felicidades, que tenham muitos filhos dos Truques. Convidem-me para os
batizados, que eu irei com certeza, pois já deitei um feitiço à minha sogra e
agora é a minha melhor amiga.
Muitos beijinhos e abraços da vossa
Prima dos Truques!!!!!
Prima dos Truques
PS:
O cabelo já cresceu, mais um dos meus truques!!! Mando-vos uma foto.
Trabalho realizado por Maria João
Correia (3ºC) e a mãe, Paula Correia.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
As Primeiras Histórias chegaram à Biblioteca!
Na «Mala das Histórias 2», destinada ao 2º ano, viajou o livro «Quatro Maçãs Vermelhas», de David Mckee, e dois objetos: um novelo de lã e um cubo de vidro azul.
Eis os três textos (duas histórias e uma carta a uma personagem do livro) e as ilustrações que a Adriana do 2º A, a Filipa do 2ºB e o Guilherme do 2º C criaram em conjunto com os seus familiares, a partir da leitura partilhada do livro.
A Biblioteca Escolar dá os PARABÉNS aos pequenos escritores e às famílias que partilharam connosco a sua criatividade.
A Biblioteca Escolar dá os PARABÉNS aos pequenos escritores e às famílias que partilharam connosco a sua criatividade.
O sonho de uma gatinha
Era uma vez uma linda gatinha chamada Quica.
A Quica era uma gata muito pobre, mas com um grande sonho: fazer um
programa de televisão. Só que isso não era possível pois não tinha roupa de
jeito, nem dinheiro.
Um dia, a Quica acordou e foi dar um passeio ao parque. No parque
encontrou uma macieira com lindas maçãs, apanhou duas e começou a fazer
malabarismo. De repente, juntaram-se algumas pessoas e crianças que ficaram
maravilhadas com a habilidade da gatinha.
Em seguida, vinda do meio da multidão, ouviu-se uma voz:
- Como te chamas? – perguntou um cavalheiro
Tudo parou, era um senhor engravatado que se aproximava.
- Eu? Chamo-me Quica – respondeu a gata.
- Mostra-me o que sabes fazer.
A Quica pegou em quatro maçãs e começou a fazer malabarismo.
- És muito talentosa. Queres vir comigo conversar um pouco?
- Sim, ia adorar, mas não tenho uma boa apresentação
- Não faz mal, conversemos e depois tratamos da tua apresentação.
-Ok! - disse a Quica.
E lá foram os dois para o escritório do senhor engravatado. Conversaram
e chegaram a um acordo. A Quica ia fazer um programa de televisão.
- Sr. Engravatado, o que visto? Eu não tenho roupa decente.
O Sr. Engravatado disse:
A Quica foi para casa, a pensar como iria ficar o vestido.
Chegou o grande dia e a Quica lá apareceu, deslumbrante.
- Uau! - exclamou o Sr. Engravatado. – Que espanto, estás maravilhosa!
- Obrigada – respondeu a Quica, feliz por estar a realizar o grande
sonho da vida dela.
Todos nós podemos realizar os nossos sonhos, basta acreditar.
Trabalho realizado pela
Adriana Beatriz Sobral da Silva (2ºA), a Mãe Olímpia Silva e o irmão, Igor
Silva.
Sabes,
eu também tenho muitos amigos, alguns são da minha turma mas outros não. Tal
como vocês, divertimo-nos muito quando brincamos juntos! Aquilo que mais
gostamos de fazer é de jogar futebol. Às vezes, acabamos por nos zangar mas,
como somos bons amigos, fazemos sempre as pazes e continuamos as nossas
brincadeiras como se nada tivesse acontecido.
Quatro maçãs vermelhas
(continuação da história)
(…) E como bons amigos que eram
resolveram fazer uma grande festa de apresentação de malabarismo.
Cada um dos amigos resolveu levar
algo diferente para a festa.
O Coelho Rolando resolveu usar um
belo novelo de lã branca para fazer cachecóis
iguais e oferecer a cada um dos amigos. Tinha também lá na sua toca um objeto
sensacional que iria utilizar no seu novo número de malabarismo, o belo e
grandioso cubo azul!
Todos os outros amigos fizeram
questão de se preparar a rigor e escolheram os objetos de que mais gostavam.
O Porco Roberto escolheu construir
arcos com bolotas, a Ovelha Maria enfeitar as mesas com as suas belas tulipas,
o Cão Bono oferecia bolinhos de canela, a Gatinha Quica iria dançar e o Sapo
Esteves tiraria fotografias para mais tarde recordarem.
Não esquecendo a Pata Pepita, que faria
um delicioso bolo de chocolate. O Edgar Raposa abriria as portas da sua mansão,
onde seria a grande festa.
Tudo foi preparado ao pormenor.
Em relação ao novo número de malabarismo,
terás de esperar para saber. Quem sabe se o Coelho Rolando e seus amigos te
farão uma visitinha!
Trabalho realizado por:
Filipa Serra Batista, do 2ºB, e sua mãe, Mª Helena Lopes Serra Batista
Carta para o coelho Rolando
Olá, coelho Rolando:
Eu sou o Guilherme, tenho sete anos e
ando no 2.º ano na Escola do 1.º Ciclo de Sátão.
Estou
a escrever-te esta carta porque li a história “Quatro maçãs vermelhas” e fiquei
muito espantado com o malabarismo que tu consegues fazer. É fantástico!
Também
gostei muito do teu grupo de amigos, são todos muito simpáticos e demonstram
ter uma grande amizade uns pelos outros.
Gostava
também de te dizer que eu não sou um grande malabarista como tu, mas consigo
fazer uma pequena brincadeira com dois novelos
de lã bege, porque são mais leves do que as maçãs que tu usas. Até já
ensinei ao meu irmão!
Agora,
ando a treinar com um pequeno cubinho
azul e quando conseguir fazer uma coisa nova, vou escrever-te novamente
para te contar as novidades. Prometo que vou treinar muito!
Espero
que tenhas gostado desta surpresa e que me dês uma resposta brevemente.
Um
grande abraço do teu amigo
Com a ajuda da mãe
P.S. Espero
que gostes do desenho que fiz para ti!
Nós também gostámos muito das surpresas que «A Mala das Histórias» do 2º ano nos trouxe! O desafio está mesmo a valer a pena!|
Pela equipa da BE,
Isabel Carvalho
(Professora bibliotecária)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
«A MALA DAS HISTÓRIAS» já partiu em viagem
A Biblioteca Escolar lançou um novo desafio aos alunos e às suas famílias: «A Mala das Histórias» - uma atividade que pretende promover a leitura em família, a imaginação e a criatividade na escrita partilhada.
Em cada 6ª feira, um aluno leva para casa uma mala que contém um livro e dois objetos e que fica em sua casa durante uma semana. Em conjunto com uma pessoa de família (pai, mãe, irmão, avô,...) lê o livro e constrói uma pequena história, a partir da obra lida, incluindo um ou os dois objetos.
Há 4 Malas, uma para cada ano de escolaridade, que vão circulando entre os alunos/ familiares que quiseram participar. A partida foi no dia 18 deste mês e as «Malas das Histórias» já regressaram à BE e voltaram a partir para novas viagens: trouxeram belas histórias que iremos apresentar em breve.
Aguardem pelas nossas notícias! Quem sabe se não iremos ajudar a encontrar novos talentos na escrita! Novos escritores procuram-se!!!
Em cada 6ª feira, um aluno leva para casa uma mala que contém um livro e dois objetos e que fica em sua casa durante uma semana. Em conjunto com uma pessoa de família (pai, mãe, irmão, avô,...) lê o livro e constrói uma pequena história, a partir da obra lida, incluindo um ou os dois objetos.
Há 4 Malas, uma para cada ano de escolaridade, que vão circulando entre os alunos/ familiares que quiseram participar. A partida foi no dia 18 deste mês e as «Malas das Histórias» já regressaram à BE e voltaram a partir para novas viagens: trouxeram belas histórias que iremos apresentar em breve.
Aguardem pelas nossas notícias! Quem sabe se não iremos ajudar a encontrar novos talentos na escrita! Novos escritores procuram-se!!!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
«Certa Noite, num Estábulo...» - uma história de generosidade
No princípio de janeiro, a Biblioteca Escolar, em parceria com a Biblioteca Municipal, voltou a levar a Hora do Conto às crianças de Casal de Cima, Abrunhosa, Avelal e Rãs (EB1 e Jardins de Infância).
Desta vez, foi uma história muito bela e cheia de luz, ainda com um terno cheirinho a Natal: «Certa Noite, Num Estábulo...». E a luz foi tão importante, para a apresentar em teatro de sombras...
O autor, Guido Visconti, conta-nos como uma vaquinha solitária, vivendo perto de Belém conseguiu rodear-se de amigos, graças à sua enorme generosidade. E este simpático animal também irá ajudar um burro carregado e cansado a levar um Bebé muito especial até ao seu estábulo, para aí nascer, abrigadinho e aquecido pelo carinho de todos os que o rodeiam...
Claro que não podemos deixar de referir as belíssimas ilustrações com que Alessandra Cimatoribus nos fez imaginar todos os momentos desta história.
No Jardim de Infância de Rãs...
Subscrever:
Mensagens (Atom)


