quarta-feira, 20 de março de 2013

As Bibliotecas Escolares na Escola Aberta


    No segundo dia da Escola Aberta, 15 de março, integrando-se na Feira da Primavera, as Bibliotecas Escolares promoveram uma Feira do Livro Usado e de outras preciosidades que agradaram a todos quantos visitaram a nossa banca. Na compra de um livro, todos receberam um marcador à sua escolha.
      Havia belos e originais marcadores para livros, como não podia deixar de ser, mas também pisa-papéis, porta-chaves, molduras e outros objetos úteis e decorativos.


                            


segunda-feira, 11 de março de 2013

A Mala das Histórias deu a conhecer «A casa da Mosca Fosca»

      Desta vez, A Mala das Histórias do 2º ano levou até casa dos meninos e meninas o livro «A Casa da Mosca Fosca», de Eva Mejuto, com ilustrações de Sérgio Mora. Com o livro foram também uma colherzinha e um gancho (para o cabelo).
     Vejamos o que a leitura e a imaginação ditou a estes pequenitos e às suas famílias...

  «A Casa da Mosca Fosca» - um Final diferente


      E começaram todos a discutir sobre quem ia comer o bolo.
   De repente, apareceua capuchinho Vermelho e sem pedir ordem a ninguém, pegou no bolo e na colher para ir dar à sua avozinha. Mas pelo caminho esqueceu-se que era para dar à avozinha e comeu-o todo  às dentadas.
     Quando chegou a casa da avó, olhou para o cesto e reparou que não tinha bolo para lhe dar.
então, resolveu esconder-se dentro do armário para a avó não lhe dar uma sova... Nisto, teve uma grande ideia: oferecer-lhe um lindo travessão dourado que levava no bolso, que a avó adorava...
e assim se acaba o conto... com a Capuchinho no armário e pronto!


António de Figueiredo Carvalho  (2ºA) 
e sua mãe, Sandra Figueiredo.


Os Comilões
Continuação da história “A casa da Mosca Fosca”

Num outro dia, a Mosca Fosca, que era muito boa cozinheira, decidiu fazer uma tarte de maçã.
Então pôs mãos à obra. Depois de tirar a tarde do forno, já prontinha, colocou-a na janela a arrefecer.
Dois minutos depois, um lobo cheirou a tarte e ficou com água na boca. Foi logo tocar à campainha da casa da Mosca Fosca.
- Quem é? – perguntou ela.
O lobo respondeu:
- Sou o Lobo Trovão.
- Posso entrar?
- Claro que sim – disse a Mosca Fosca.
Pouco tempo depois, apareceu a Gata Mimi, acompanhada do seu marido, o Gato Sapato.
Passados alguns minutos apareceu a Raposa Formosa, bonita e bem cheirosa. Tinha batom nos lábios, as unhas pintadas, sombra azul nos olhos e um gancho em forma de estrela no cabelo.
Falaram, falaram…
A Mosca Fosca ofereceu uma fatia de tarte, chá e sumo aos visitantes.
O lobo que ainda estava com fome comeu outra fatia,… e outra,... e outra.
Já era tarde quando os convidados se foram embora. A mosca Fosca agradeceu a companhia, dizendo que tinha sido muito divertido.
À noite, já na sua casa, o lobo ficou com dor de barriga. Então, foi buscar um xarope e tomou uma colher.
No dia seguinte o lobo já estava melhor.
O lobo aprendeu a lição: da próxima vez, terá que comer menos.

Hugo Almeida Seromenho, do 2ºB,
 com a ajuda da mãe



Saber partilhar (final diferente)

    - Eu sou o urso lambeiro, o mais guloso do mundo inteiro.   E este rico bolo de amora vou comê-lo todo…agora!
    Mas quando o urso lambeiro se preparava para meter o bolo na boca, a mosca fosca com grande agilidade lançou uma colher, que foi embater na mão do urso e o obrigou a deixar cair o bolo, por causa da dor que sentiu.
    A mosca fosca, com rapidez, voou por cima da mesa e conseguiu apanhar o bolo, antes de ele cair no chão.
    O urso lambeiro ficou muito triste, pois estava cheio de fome e não conseguiu comer o bolo. Então a mosca fosca, para animar o urso, resolveu oferecer-lhe um travessão muito giro em forma de estrela, para ele colocar sobre o seu enorme pelo castanho.
    O urso ficou tão contente, que até perdeu a fome e agradeceu o presente.
    A mosca fosca decidiu partilhar o delicioso bolo de amora com todos os amigos e também com o urso lambeiro que aceitou uma fatia que a mosca lhe deu.
    Assim, todos os amigos ficaram contentes e combinaram encontrar-se mais vezes em casa da mosca fosca.

Inês da Silva Figueiredo (2ºC)
Com ajuda da mãe e do pai.



segunda-feira, 4 de março de 2013

Todos a ler... Contos de Fadas

        No passado mês de fevereiro, a Biblioteca Escolar da EB1 de Sátão acolheu a atividade «Todos a ler... Contos de Fadas», dinamizada pela professora Helena Castro, colaboradora da equipa da Biblioteca Escolar da ESFRoV.
       As turmas do 2ºB e 3ºC (re)conheceram de modo mais aprofundado a história da Cinderela: através de pedaços da história ou através das suas ilustrações, contaram a história, e como «quem conta um conto, acrescenta um ponto»... também acrescentaram os seus pontos, os seus detalhes em palavras e cores.  É que no final, levaram as ilustrações para pintar.



Após esta atividade, a turma do 2ºB fez o reconto da história, a acompanhar as ilustrações bem coloridas.

                                                A Cinderela

Há muito, muito tempo, vivia num reino distante uma bela jovem com o nome de Cinderela.
O pai da Cinderela era um comerciante muito rico. Com a morte da mãe da menina, o seu pai voltou a casar com uma senhora que tinha duas filhas.
A madrasta e as suas filhas eram muito más, invejosas, rabugentas e egoístas. Elas obrigaram a pobre Cinderela a fazer todas as tarefas de casa: esfregar o chão, passar os vestidos a ferro, lavar a loiça, estender a roupa e cozinhar…
Um dia, um mensageiro do rei anunciou que iria realizar-se um baile no palácio real. O príncipe necessitava de escolher uma donzela para se casar.
A Cinderela pediu para ir ao baile, mas a madrasta e as suas filhas riram-se dela:
- Tu!?... Ao baile!?... Uma gata borralheira!?...
A jovem ficou muito triste e desanimada. Mas, quando chorava no seu quarto, apareceu a sua fada madrinha que lhe concedeu um desejo. Transformou uma abóbora numa carruagem com cavalos e deu-lhe um maravilhoso vestido e uns sapatos de cristal. A fada fez-lhe um aviso:
- Tens de voltar antes da última badalada da meia-noite, pois a essa hora acaba toda a magia.
Quando chegou ao palácio, todos ficaram encantados com a sua beleza. O príncipe apaixonou-se por ela e dançaram toda a noite.
Ao ouvir as doze badaladas a Cinderela fugiu apressadamente, mas perdeu um dos seus sapatos de cristal.
O príncipe, infeliz, mandou procurar a dona daquele sapato.
As filhas da madrasta tentaram à força calçar o sapato, mas ele apenas serviu à Cinderela.
O príncipe casou com a bela Cinderela e viveram felizes para sempre.

Uns «BURROS» muito apaixonados andaram pela nossa biblioteca

      Em fevereiro comemorou-se o Dia dos Namorados e, a propósito dessa data, a Biblioteca Escvolar contou  a história «Burros», de Adelheid Dahiméne. As peripécias amorosas destes dois «Burros» inspiraram a imaginação mais romântica dos alunos do 4ºA e D, que escreveram umas cartas muito especiais, colocando-se no papel das personagens, no momento em que andaram separadas e em busca de novas companhias.




DELICIEM-SE COM ALGUMAS DAS CARTAS
 que os alunos do 4ºA escreveram!

Sátão, 16 de fevereiro de 2013
Meu doce amor,

Eu estou muito arrependido, igual a ti não há nenhuma, espero que estejas bem.
Encontrei muitos animais por onde passei, mas nenhum tinha a tua bela mossa e também porque no fundo, mas mesmo no fundo, eu sabia que tu e eu ainda gostávamos um do outro.
                Nunca parei de pensar nas tuas mil e uma belezas. As mulheres, lá por usaram batom e essas maquilhagens não quer dizer que sejam mais belas do que tu. E não são, às vezes a maquilhagem torna-as feias.
                Por favor, volta para mim, senão a minha vida não faz sentido.
                Espero-te na nossa casa, meu doce amor, Carlota.
               
   Beijinhos e abrações.
 Burro
Jeremias Borreto

Filipe Ramos Monteiro 4ºA nº8

Sátão, 16 de fevereiro de 2013
Olá, querida burra:

Hi! Hó! Eu estou bem e tu? Espero que também estejas bem.
Estou a escrever esta carta para te pedir mil desculpas, pois fiz muitas asneiras. Esquecer-me das nossas bodas de prata foi a maior delas.
Não há dúvida de que sou um burro muito casmurro.
Estou de orelha baixa, de tantas saudades da minha burrinha. A palha não entra e a bossa quase desapareceu com tanta falta do teu abraço.
Só quero que saibas que estou muito arrependido.
Volta, por favor!

Hi! Hó!
Burro

Alexandre Ferreira Figueiredo 4ºA nº1


Sátão, 16 de fevereiro de 2013
Olá, burra Maria!

Como é que tu estás? Eu estou bem, já encontrei alguns animais, só que não gostei de nenhum.
                Eu estou a escrever-te para te pedir desculpa de nos termos separado. Fui mesmo burro!
                Vi uma vaca malhada, uma zebra e outros animais, só falta ver-te a ti. E tu, já viste muitos animais?
                Tive muitas aventuras e já emagreci bastante enquanto percorria os caminhos de terra, com muita poeira e os paralelos fora do sítio.
                Espero que esteja a correr bem a tua viagem e que não tenhas encontrado nenhum namorado, porque eu sou muito bom para ti e muito lindo. Espero que voltes para mim, estou com muitas saudades.
                Espero que continues bem e que não te magoes ate ao fim do percurso, até nos reencontrarmos.
                Se me quiseres procurar, estou no deserto Sahara.

Um coicinho do teu burro Totó.
Burro Totó

David 4ºA nº6


Sátão, 16 de fevereiro de 2013
Meu querido burro,

Durante todo este tempo em que estivemos separados, tentei encontrar alguém como tu, que me fizesse feliz, mas, ao contrário do que eu pensava, não foi nada fácil.
Muitos foram os que encontrei, tal como o bode que era muito pequeno chegando-me só aos joelhos. Dos outros já nem me lembro bem, de tão cansada que ando.
Por isso, se nesta busca não te voltar a encontrar, ficarei sozinha, pois tu és o único que encaixa na perfeição dentro do meu coração.
Despeço-me, esperando encontrar-te brevemente para que possamos ser novamente muito felizes.

 Com muitos beijinhos e abraços da tua
Burrinha fofa

Beatriz 4ºA nº2

Sátão, 16 de fevereiro de 2013

Olá, querida burra!

Envio-te esta carta para dizer que estou a morrer de saudades tuas.
Experimentei várias companheiras, mas não eram tão perfeitas como tu.
Tentei uma vaca, mas não serviu, pois ela achava-me estranho, depois experimentei um flamingo, mas cada vez que ela me ia abraçar o pescoço dela enrolava-se ao meu e eu mal conseguia respirar.
Como vês, tu és a única burra perfeita para mim.
Espero que me possas perdoar por não ter acordado no dia das nossas bodas de prata.
Estou a caminho do Sul, desejoso de te encontrar, para encaixar a minha bossa na tua mossa.
Beijinhos do teu burro.
Burro
Leandro Sousa Almeida 4ºA nº12


Sátão, 18 de fevereiro de 2013
Querida burra Mimi,

Espero que esteja tudo bem contigo, burrinha Mimi. Estou-te a escrever para te pedir desculpa por ter discutido contigo no dia em que íamos festejar os nossos vinte e cinco anos de casados. Eu estava aborrecido e sem querer berrei contigo.
Já tínhamos a festa preparada lá no monte e os nossos amigos estavam à espera para irem também festejar.
Agora não sei onde estás. Diz-me para onde foste que eu vou-te buscar para irmos de novo para o monte e fazer a nossa festa.
Desculpa, burra Mimi, estou muito arrependido de te ter berrado. Espero que voltes para ao pé de mim.

Beijinhos do teu burro
Tótó

Rafael 4ºA nº17

Agora, algumas CARTAS ESCRITAS pelo 4ºD

Rua do Sul, 24 de fevereiro de 2013
Minha querida Burrinha,

Tenho pensado muito e percebi que não era aquela maldita discussão que me iria separar de ti.
Tentei encontrar um belo par, mas só me apareceram uma vaca e um flamingo e os seus pescoços não encaixavam no meu.
Eu tentei fazer-me difícil porque tu também estavas a ser teimosa, mas agora tenho saudades tuas.
Desculpa!
Vitorino

Nelson 4ºD

Sátão, 24 de fevereiro de 2013
Querida Russa,

Como estás?
Querida burra, estou cheio de saudades tuas…  Desde aquele dia, nunca mais te vi.
Quero-te pedir imensa desculpa pelo facto de te ter dado um coice. Devia ter-te magoado muito, mas estavas a dar-me dentadinhas de carinho e pensei que fosse o cão do nosso dono que me estava a morder.
Espero que venhas ter comigo, pois não consigo viver sem ti.
Muitos beijinhos do burro,
Spirit
Diogo Esteves Francisco 4ºD


Sátão, 24 de fevereiro de 2013
Querida Carriça,

Nós os dois estávamos tão bem juntos e tínhamos que nos separar agora!...
A culpa não foi minha, porque eu já sou surdo de uma orelha e tu foste-me tapar a outra e claro que não ouvia nada.
Eu espero que fiquemos de novo juntos, pois tu é que decidiste que cada um fosse para seu lado e arranjasse outro par melhor. A ideia não foi minha!
Não vou desistir de ti, mesmo que não queiras e, quando quiseres falar comigo, podes vir e peço imensa desculpa pelo que fiz.
Beijinhos!!!

João Joaquim Machado 4ºD

Torre, 24 de fevereiro de 2013
Querida Paulina,

Como estás?
Estou a morrer de saudades tuas.
Sei que deves estar muito chateada comigo, pois naquele dia não apareci ao encontro marcado. Ainda tentei contactar-te, mas não consegui.
Ao receberes esta carta, espero que entendas e me perdoes, pois amo-te muito e não te quero perder.
Fico à tua espera para esclarecer esta situação. Estou ansioso para te ver, já que és a Paulina da minha vida!
Adoro-te muito!...
Torrino

Rodrigo João Moita Ferreira 4ºD


Sátão, 23 de fevereiro de 2013
Querido burro Gabriel,

Tenho muitas saudades tuas! Ió, íóó, íóóó, passei por muitos animais maravilhosos, mas nenhum é como tu, ou seja, nenhum encaixa no pescoço. Lembras-te do carocinho que tens no pescoço? Íóóóóó.
Eu gosto muito de ti, só tu és um burro muito especial.
Já arranjaste algum par mais maravilhoso do que eu? Íó, íóó, íóóó.
Tens saudades minhas? Íó, íóó, íóóó. Eu tenho e não consigo estar muito tempo separado de ti, porque eu adoro-te imenso. Ió, íóó, íóóó.

Beijinhos
Catarina Sousa Pina 4ºD

A 1ª Viagem da Mala das Histórias

     Estão expostas na tua Biblioteca as primeiras histórias trazidas pela «Mala das Histórias». Foram construídas pelos alunos e seus familiares, após fazerem a leitura partilhada dos livros que as malas levavam consigo.


     Também podes apreciar alguns trabalhos feitos por algumas turmas, a partir da Leitura Orientada das obras propostas pelo Plano Nacional de Leitura: «Contos para Rir», «A Cidade dos Cães e outras Histórias», «O Capuchinho Cinzento» ou «Sonhos de Natal».


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As Histórias da Mala do 1º ano: uma Mariluz Vaidosa


 Na «Mala das Histórias 1», destinada ao 1º ano, viajou o livro «Mariluz Avestruz», de Rachel Chaundler, com ilustrações de Bernardo Carvalho, e dois objetos: um colar de pedras roxas e uma caneta.
      Eis as três histórias e as belas ilustrações que a Cláudia e a Matilde, do 1º A e o Daniel do 1ºC criaram em conjunto com os seus familiares,a partir da leitura partilhada do livro :



Um final diferente
Mariluz Avestruz

    Mariluz Avestruz vive na savana africana.
   Mariluz tem uma cauda magnífica; sente muito orgulho nela e passeia-se todo o dia a abanar o seu leque de penas.
   Durante a noite, para não amarrotar as penas, dorme com a cabeça enterrada na areia e a cauda no ar.
   A mãe acha que ela é vaidosa e diz-lhe:
   Só uma avestruz desmiolada dorme com a cabeça enterrada.
   Mas Mariluz não faz caso nenhum.
  A sua mãe andava muito preocupada, pois receava que um dia a cabeça de Mariluz ficasse presa na areia.
   Ela pensava…..pensava…..e tornava a pensar…..mas da sua cabeça não saía nada!
   Pegou num papel e numa caneta, passeou pela savana e perguntou aos antílopes e às zebras que pastavam no mato, se tinham alguma ideia para a ajudar a convencer Mariluz a não dormir mais com a cabeça enterrada.
 Regressou a casa com uma folha cheia de ideias, mas nenhuma lhe parecia suficientemente boa.
   Ela pensou…..pensou…..e tornou a pensar…..até que teve uma grande ideia.
   Como Mariluz era muito vaidosa, talvez se lhe desse algo de muito belo e precioso para colocar no pescoço, quem sabe, Mariluz desistisse de enterrar a cabeça na areia.
   Procurou…..procurou…..e tornou a procurar…..até que encontrou um colar de pedras roxas e muito brilhantes. Era lindíssimo!!!
   De imediato, chamou Mariluz que se pavoneava pela savana e disse-lhe:
   - Toma, Mariluz, é para ti. Quero que o ponhas no pescoço mas não o percas, que é muito valioso.
   Mariluz nem queria acreditar, o colar era mesmo muito bonito. Colocou-o no pescoço e foi passear pelo mato.
  Passeou…..passeou…..e tornou a passear…..não houve recanto onde não passasse. Todos os animais da savana tiveram oportunidade de ver o seu belíssimo colar.
   Ninguém ficou indiferente à sua beleza!
   Cansada de se pavonear, decidiu ir dormir. Só que, desta vez, fascinada pelo brilho do colar, foi incapaz de enterrar a cabeça na areia, pois dessa maneira não o conseguiria ver.
    Colar colorido, está o conto lido...   

Cláudia Filipa Almeida Silva , 1ºA
Paula  Silva (mãe)


  
A carta para Mariluz      

Sátão, 29-01-2013

Querida amiga Mariluz!

Assim que soube do grande susto que apanhaste, resolvi pegar na minha caneta preferida, aquela que me ofereceste no meu aniversário e escrever-te esta carta para te confortar.
Soube que te meteste numa grande confusão e tudo porque não querias estragar as tuas belas penas.
Eu bem te dizia que isso ainda te ia trazer problemas, mas tu como sempre não davas ouvidos a ninguém e para além disso querias muito impressionar o avestruz Daniel e olha no que deu, ficaste com a cabeça enterrada.
Querias ter a tua cauda tão bem arranjadinha que acabaste com todos os nossos amigos agarrados a ela. Acabaste depenada, coitada! Mas deixa lá, não fiques triste, elas crescem outra vez.
Ao que parece deste bom uso às tuas penas, fizeste com elas uma almofada que, pelo que me contaram, é a almofada mais fofinha da savana e agora não a dispensas por nada, dormes todas as noites com a cabeça em cima dela. Que grande ideia tu tiveste!
Amiga, com esta trapalhada toda, espero que tenhas entendido que nós gostamos de ti porque tu és amiga e muito divertida e não pela bela aparência que tens.
Para te confortar e para que te sintas bonita, porque sei que continuas vaidosa, envio-te um lindo colar roxo que eu fiz especialmente para ti e assim, cada vez que o usares, vais-te lembrar desta tua grande amiga,
Maripaz.

Um beijinho muito grande para ti e para todos os nossos amigos, estou cheia de saudades de todos. Até às próximas férias!

Trabalho realizado pelo aluno e sua mãe: Daniel Correia Santiago (1ºC) e Carla Alexandra Almeida Correia 



MARILUZ AVESTRUZ – UM FINAL DIFERENTE

Mariluz estava contente por ver outra vez a luz do dia, mas por outro lado, tinha perdido as suas belas penas e isso… deixava-a triste!
Num repente, correu para junto dos pais e num tom meigo disse-lhes: “ Desculpa, papá… desculpa, mamã…” reconhecendo o seu erro.
Os pais, vendo que Mariluz estava triste, decidiram dar-lhe um presente: era um colar de pedras violetas que reluzia com a luz do sol!
Mariluz não cabia em si de contente e gritava: ”Obrigada, obrigada…é lindo!”
E foi logo a correr para junto das amigas para partilhar com elas esta alegria.
Naquela noite, quando chegou a casa, Mariluz decidiu contar no seu diário esta aventura. Pegou na sua caneta prateada e começou a escrever sobre a lição que aprendera neste dia e no final exclamou: “Nunca mais desobedeço aos adultos, até fiquei com a cabeça a andar à roda!”

Matilde Esteves (1ºA) com os pais, Magda e Tiago

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As Histórias do 4º ano... com «O Burro de Buridan»



     Na «Mala das Histórias 4», destinada ao 4ºano, viajou o livro  «O Burro de Buridan», de Luísa Ducla Soares com ilustrações de Eunice Rosado,  um mini-cesto e uma mola verde.
      Lido o livro, aqui estão as quatro histórias e as ilustrações que o Alexandre do 4ºA, a Carolina do 4ºB, o Ricardo do 4º C e a Juliana do 4ºD construíram em conjunto com os seus familiares, com imaginação e inspiração de verdadeiros poetas!
     Esperamos que esta atividade tenha dado tanto prazer aos leitores-escritores que aceitaram o desafio da Biblioteca Escolar, como a nós, que adorámos estas histórias! (A autora, Luísa Ducla Soares, também tem motivos para ficar orgulhosa da inspiração que o seu livro lhes despertou...).

Pela equipa da Biblioteca Escolar, 
Isabel Carvalho
(professora bibliotecária)


O BURRO DESCONTENTE
(história nova, com algumas das personagens originais)

Numa aldeia da Beira Alta, em tempos muito antigos, havia um lavrador que tinha um burro para transportar todas as coisas que cultivava nas suas herdades ao longo do ano e ia vender à cidade.
O burro não gostava nada dos trabalhos que fazia.
Chegava a Primavera e o dono carregava-o com cestos e cestos de flores, e lá ia ele para a cidade, todo mal disposto, fazendo preces para que a Primavera acabasse depressa para não haver mais flores e passar o resto do ano a pular na relva.
A Primavera acabou e começou o Verão. Um Verão quente e seco.
E então o burro, em vez de carregar flores, passava o dia inteirinho às voltas de uma nora, debaixo dum sol ardente, a tirar água para o lavrador regar as plantas.
Aborrecido com a sorte, fazia novas preces para que o Verão acabasse depressa e viesse o Outono para poder descansar.
No Outono, o lavrador, senhor Agostinho, pôs o burro a transportar para a cidade batatas e hortaliça, para vender na praça. E o pobre do burro, dizendo ainda mais mal da sua sorte, pensava: “- Ai este Outono que nunca mais acaba para começar o Inverno e eu poder dormir descansadamente na minha corte!...”
Mas o Inverno chegou finalmente, e com ele o frio e a chuva, e o Agostinho começou a levar para a cidade no seu burrinho grandes molhos de lenha e carqueja para os senhores ricos comprarem e se aquecerem.
E então, o burro descontente, cheio de frio e molhado, começa a pensar: “- Quem cá dera a Primavera, pois não há chuva nem sol ardente, e as flores pesam tão pouco e cheiram tão bem!...”

                                                                  História da autoria de:
                                                                       Alexandre Ferreira Figueiredo, 4ºA
                                                                       António Pais (Avô materno)



 
A história da Carolina, do 4ºB, veio neste livrinho. Apeteceu-nos logo abrir o fecho-lacinho!


                      As indecisões de Buridan

Era uma vez um sábio chamado Buridan e o seu burro.
O sábio gostava de andar de terra em terra e dar lições às gentes que encontrava.
Certo dia chegaram a uma terra chamada “ Para lá das nuvens”. Chamava-se assim porque quem lá vivia gostava de viver sem preocupações e sem indecisões. Até ter aparecido Buridan, e mudar tudo.
Era um homem muito sábio, mas também muito indeciso, que complicou toda a vida daquela gente.
Para o receberem deram-lhe dois cestos de belas frutas, mas Buridan não conseguiu escolher de qual dos cestos iria comer.
Também lhe deram dois belos pães acabados de cozer. Mas Buridan também não sabia qual comer primeiro.
No meio de tanta indecisão o pobre Buridan perdia as forças, com tanta fome.
Por ali passou uma menina muito indecisa, tal como ele. Não conseguia decidir entre dois belos vestidos cor-de-rosa, qual deles devia levar para a sua festa.
Entretanto Buridan costumava dar o exemplo do seu burro para tentar ajudar as pessoas nas suas indecisões e também para desviar as atenções dele próprio.
-Querem ver o que acontece a quem é indeciso? O meu burro tem dois fardos de bela palha e não consegue decidir qual comer. Estão a ver?!
Ora o pobre burro só não comeu para não deixar o seu dono ficar mal visto.
O burro, que só era burro de nome e estava farto das indecisões do seu dono, resolveu mudar de vida.
- Antes burro vivo que Doutor morto! - disse o animal, saltando dali como se tivesse molas nas patas.
Saltou, saltou….E mostrou a toda a gente o valor da liberdade, e que não há dinheiro que a pague.
-Sem ela, como podíamos tomar as nossas decisões? - disse o burro para toda a gente ouvir.
Depois dirigiu-se ao cesto das frutas do seu dono e comeu até não ficar nada! Afinal o burro era mais esperto do que nós pensávamos.
Avançou sem medos e foi recompensado. Depois correu pelos montes para sentir o sabor da liberdade. Nunca mais o burro teve uma indecisão, nunca mais pensou no que fazer primeiro.
- Vou por aqui? Ou será melhor por aqui? Afinal eu sou livre, posso ir por onde eu quiser e depois logo se vê onde vou parar.
Enquanto isso Buridan estava perdido sem o seu burro. Não sabia por onde começar a procurar.
Então pensava….
-Vou por aqui, ou será melhor ir por ali?
Até que acabou por adormecer exausto, ali ao relento.
Afinal o burro indeciso só existia na imaginação de Buridan, o seu dono. Com tanta indecisão Buridan acabou por perder o seu companheiro.
Uns dias mais tarde, farto de procurar sem sucesso, acabou por encontrar outro burro para lhe fazer companhia e o ajudar a ser mais indeciso do que ele já era.
                                       Carolina Costa Fernandes (4ºB) e a mãe, Ana Paula Costa

História em Verso

Buridan era um filósofo
que passava a vida a pensar.
Andava de terra em terra
a dar lições e a ensinar.

Era dono de um burro
que não gostava de pensar,
mas fazia de tudo,
até um cesto carregar.

Na hospedaria entrou
e viu um jovem a chorar,
estava numa indecisão
sem saber que mulher amar.

De mola verde na mão
a cabeça começou a coçar.
Coitado do burro!
Nele foi experimentar.

A esperta estalajadeira
uma partida lhe pregou
e um belo manjar
nessa noite lhe preparou!

Buridan sem solução,
teve que pagar a dobrar,
foi o custo da indecisão
e da mania de pensar.

O burro indeciso
ouviu a mulher a murmurar.
Quando viu o que o esperava
deixou logo de hesitar.

O burro desatou a galope
e ao pé do regato parou.
Era o seu dia de sorte!
O seu amor encontrou.

Buridan sem montada
 um livro quis escrever,
mas nenhum burro com juízo
o irá querer ler!


Ricardo Duarte, do 4ºC
Com a ajuda do pai



O Burro de Buridan
(Continuação da história)

Certo dia, o burro andava a passear e viu uma burra quase igual a ele.
Quando ia passear, levava sempre com ele um cesto e uma mola com o número dois, mas o burro não sabia o que significava aquele número da mola.
Quando viu a burra, apaixonou-se e depois foi-lhe perguntar como é que se chamava. Ela respondeu:
- Eu chamo-me Floribela e tu?
- Eu chamo-me Buridan.
A burra perguntou-lhe se gostava dela e o burro disse que sim. Então a burra apaixonou-se e casaram-se os dois.
Então, a partir desse dia, o burro já sabia o que significava a mola com o número dois , era para se apaixonarem e se casarem, assim ficariam a ser um par.
O burro foi com a burra para a praia e viveram felizes para sempre.


Juliana, 4ºD, com o irmão, Ângelo