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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Caminhada e tertúlia na Rota de Aquilino... e outras viagens!

      No passado sábado, 2 de julho, foram vinte as aventureiras, entre professoras e assistentes operacionais, que logo pela manhã se juntaram para uma caminhada pelas Terras do Demo, na Rota de Aquilino.
      Esta iniciativa da Biblioteca Escolar foi uma oportunidade de convívio e também de reencontro com colegas que entretanto deixaram o nosso agrupamento ou a carreira docente.
A caminhada começou em Vila da Ponte, concelho de Sernancelhe, e prosseguiu até chegarmos à povoação de Freixinho. 
Pelo caminho, apreciámos a paisagem, sempre com as águas do Távora a surgir aqui e ali, entre o arvoredo e as penedias. Como a caminhada foi mais curta que o previsto, houve tempo para um pequeno passeio à beira-rio, para provar as belas cerejas locais e para uma paragem refrescante junto às águas da barragem de Vilar.
Foi neste local tão aprazível que o grupo começou a sua tertúlia (uma conversa sobre os nossos livros preferidos), partilhando experiências de leitura e recordando Aquilino Ribeiro, a sua vida e a sua obra. 
Aquilino foi um escritor da nossa região, que nasceu em 1885, viveu nos concelhos vizinhos de Sernancelhe e Vila Nova de Paiva e morreu em 1963. Deixou-nos diversas obras (romances) em que nos mostrou como era a sociedade do seu tempo e o difícil modo de vida das gentes beirãs.
Almoçámos no antigo Convento de N.ª Sr.ª do Carmo (hoje uma pousada), em Freixinho, onde pudemos apreciar as sombras do arvoredo, a frescura das águas e a beleza da paisagem que se avistava da torre do edifício, com o azul do rio Távora, engrossado pela barragem. Tudo serviu para mais uns momentos de convívio e de escape ao calor que já se fazia sentir.
O almoço ajudou a recuperar as forças e prosseguimos viagem até Penedono, onde “voámos” até à Idade Média e fizemos o nosso “assalto ao castelo”. Estava a decorrer a Feira Medieval, onde não faltaram as barraquinhas de venda de especiarias e quinquilharias, o desfile dos nobres e dos artistas da época, os cavalos engalanados ou os músicos mais ou menos afinados.
O regresso fez-se pela casa que viu nascer Aquilino: no lugar de Carregal (concelho de Sernancelhe), parámos para umas pequenas leituras de “Cinco Réis de Gente” e “O Malhadinhas”, dois dos seus livros mais conhecidos.
Foi um dia que certamente ficará na memória de quem o viveu, como uma viagem feita de viagens, as das palavras, dos caminhos e das distâncias, no tempo e no espaço (dentro e fora de si próprio).
Um agradecimento muito especial à professora Lurdes Cruz, que organizou o percurso  e à professora Rosa Quinteiro, que nos falou um pouco mais de Aquilino. Agradecemos, ainda, a colaboração da Câmara Municipal, que nos cedeu o transporte, e do Sr. Fernando, que nos guiou com simpatia e perícia.
Até à próxima caminhada e tertúlia! Venham também e participem!

                       
Mais imagens da caminhada e do convívio animado!

Caminhada-Tertúlia na Rota de Aquilino on PhotoPeach

terça-feira, 15 de julho de 2014

"Carapito: caminhar pela História e estórias das nossas terras" - Tertúlia das Bibliotecas

 No passado sábado, 12 de julho, um grupo de alegres e entusiasmados caminhantes partiram do Sátão em direção a Carapito, para um percurso muito especial: pela História e pelas estórias desta terra e dos seus monumentos.
     O nosso guia foi o professor e escritor Carlos Paixão, que já todos conhecem, que nos proporcionou enriquecedoras lições da História dos lugares e das gentes que neles viveram, há muitos séculos. Conhecedor do património do seu concelho e freguesia, foi com paixão que nos contou o passado longínquo e os acontecimentos mais recentes da sua terra, Carapito. 
    Começámos por uma breve paragem no Centro Histórico de Aguiar da Beira e depois dirigimo-nos à aldeia (ou vila?) de Carapito, começando por conhecer uma Anta imponente, a precisar de um cuidado que valorize o que nos identifica e distingue como povo de História feito. 
    Aqui e ali, através da leitura de pequenos excertos dos seus livros (« O Homem do pelourinho», «Por minha Culpa» ou «Dias de fazer»), Carlos Paixão deu-nos a conhecer a riqueza da sua terra e desta nossa Beira, Alta de nome e de valor. 
     Junto ao Pelourinho, na Fonte da Vila, na Igreja Matriz, ao pé da Santa Luzia,... terminando no Calvário, pudemos vivenciar outra épocas, outras gentes, lendas e episódios mais ou menos edificantes, de gente graúda e miúda que cresceu, sentiu e construiu grandes obras, num amor imenso à sua terra.

     Sejam estas obras um livro, um campo de futebol, a sede de um clube ou simplesmente um largo de sombra refrescante, é com paixão que devemos realizar tudo aquilo que nos faz felizes e oferecer o nosso entusiasmo e trabalho pelo bem-estar dos que nos rodeiam.
      Esta iniciativa das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Sátão, que contou com o precioso apoio do professor e escritor Carlos Paixão, procurou proporcionar alguns momentos de enriquecimento pessoal e de salutar convívio ao grupo de 24 pessoas que participaram, não esquecendo, é claro, as saborosas leituras e os apetitosos petiscos que nos esperavam no Terreiro da Santa Cruz, espaço pitoresco e aprazível que muito recomendamos a quem quiser seguir os nossos passos...
      Algumas evidências do sucedido...!

 Caminhada-Tertúlia em Carapito on PhotoPeach
    
    Para a próxima, contamos também consigo!!! E que não falte a guitarra e a voz melodiosa e animada da professora Helena Castro, que desta vez deixou as funções de Diretora, para ser Maestrina e dirigir um promissor grupo de cantares (quiçá futuro coro) - entre professores, assistentes operacionais, famílias e gentinha mais pequena... que é de pequenino que se afina um caminhante, leitor ou cantor!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Uma Caminhada e uma Viagem de Elefante na Tertúlia das Bibliotecas

     No sábado passado, dia 22 de junho,  as bibliotecas escolares realizaram mais uma Tertúlia da Biblioteca da Amizade em colaboração com o projeto EPS (Escola Promotora de Saúde), desta vez com o tema: «RECICLAR...Ideias, Leituras e Energias».
    Logo pela manhã, dirigimo-nos a Tondela, onde visitámos o Museu das Terras de Besteiros e conhecemos um pouco da história e património destas terras beirãs: a fauna e a flora, vestígios da pré-história, os utensílios agrícolas e não só, as tradições (o linho, a tecelagem, a cestaria,...) e muito mais. 
   Depois, percorremos uma feirinha onde pudemos provar alguns dos bons sabores daquelas Terras e arranjar energias para a etapa seguinte: uma caminhada na Ecopista do Dão.
  De seguida, fizemos essa caminhada de 6 km, pela sombra e pelo sol, que nos abriu o apetite para o almoço em Tonda.



A caminhada...

     Durante o almoço, soubemos do mais recente projeto da companhia Trigo Limpo teatro ACERT, de Tondela, que está quase a estrear um espetáculo de teatro de rua, com «A Viagem do Elefante», um conto do Prémio Nobel português José Saramago.
   De tarde, tivemos o privilégio de assistir a parte de um dos últimos ensaios deste espetáculo, com música ao vivo,  onde conhecemos o impressionante Elefante Salomão. 
     Tudo isto nos abriu o apetite para vermos o espetáculo que vai iniciar a sua digressão no próximo dia 29, em Figueira de Castelo Rodrigo e percorrer o país e o estrangeiro, como podes ver, visitando o Sítio desta companhia de teatro em:    
      
 
Repara no tamanho do Salomão... Fica com um resumo desta história:

     "O livro narra uma viagem de um elefante que estava em Lisboa, e que tinha vindo da Índia, um elefante asiático que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). Isto passa-se tudo no século XVI, em 1550, 1551, 1552. E, portanto, o elefante tem de fazer essa caminhada, desde Lisboa até Viena, e o que o livro conta é isso, é essa viagem", disse o escritor José Saramago, em 2008, numa entrevista à Agência Lusa.
 Lisboa, 05 Nov  2008  - Ana Nunes Cordeiro, da Agência Lusa


      Pede aos teus pais para se informarem sobre o programa e assistam a este espetáculo que será ao ar livre, uma forma diferente e cativante de ir ao teatro! 

A professora bibliotecária, 
Isabel Carvalho